quinta-feira, 9 de abril de 2009

A MÍDIA CONTRA A LEI ROUANET

O Ministério da Cultura abriu espaço para a população discutir modificações na lei de incentivo a cultura, também conhecida como Lei Rouanet. Entre outros aspectos, o novo texto da lei propõe a quebra de direitos autorais em favor do governo após 18 meses. Essa reforma, no entanto, tem causado grande polêmica na mídia.
O problema é que os conglomerados de comunicação controlam a maior parte das obras culturais que circulam no país. A rede Globo de televisão é uma delas. Possui controle acionário da Editora Globo e terá um grande choque nas finanças se a quebra dos direitos autorais for efetivado. Do outro lado da discussão, está o cidadão comum.
Segundo pesquisa do Ministério da Cultura, o brasileiro lê apenas 1,8 livros por ano. O motivo dessa falta de interesse pela leitura é o preço das obras. Um livro recém-lançado custa em média 35 reais, ou seja, 7,5% do salário mínimo. Ganhando apenas 350 reais mensais, Adriana Lira lamenta não ter dinheiro para comprar livros.
Adriana confessa que quando não encontra as obras que precisa em bibliotecas, procura sites de download gratuito na internet. Os autores de alguns desses sites, no entanto, respondem a processo por quebra dos direitos autorais, como é o caso do Google Books.

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