Aprovado em 2007 pela Câmara Distrital, o caráter optativo do 14º e 15º salários dos deputados não passou de mera formalidade. O projeto de lei garante aos parlamentares o direito de decidir se querem ou não receber o abono, mas, para abrir mão do benefício, os deputados teriam que formalizar sua decisão enviando um ofício à secretaria da Câmara. No entanto, o Secretário Geral da Câmara, Arlécio Gazal, recusou-se a informar os nomes de quem já fez isso até agora.
Segundo o deputado Reguffe, autor do projeto original, que previa a extinção da regalia, a decisão da Câmara foi vergonhosa. Para o deputado, gastos como esse são uma "irresponsabilidade com o dinheiro do contribuinte."
Enquanto a Câmara não aprova uma pauta mais ética, o contribuinte continua pagando a conta. A Câmara Distrital gasta, por ano, mais de 450 mil reais com o pagamento do 14º e 15º salários dos 24 integrantes dão casa. "A gente rala o ano inteiro para ganhar um 13º que não dá nem para pagar as contas, e ainda tem que para pagar o 14º dos deputados", desabafa a atendente Stefany Nataly.


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